mais devagar, sff !!!!
isto é verdadeiramente lapalissiano, mas o que acontece é que há aqueles tipos (e tipas) que parecem um ZX Spectrum a trabalhar, outros que andam ali mais na zona dos Pentiuns III e alguns como autênticos mainframes. cada um depende das suas capacidades e ponto final. o mesmo tipo que efectua três ou quatro tarefas de rajada, não compete com aquele que consegue perder dois dias a enfiar uma linha numa agulha. conquanto todos consigam produzir algo neste equilibrio de forças, parece-me o mais correcto. desde que os objectivos sejam cumpridos - independentemente das competências que os regem, o que interessa mesmo é que se vejam resultados.
hoje fui abordado por alguém, que no mínimo, me pediu algo "novo". vá lá. pelo menos inovação, até mesmo nestas merdas, precisam-se! e a gente gosta! evitamos o banal e somos desafiados por coisas novas.
devo dizer que se há coisa que me mete confusão é ouvir um espanhol a falar. a sensação que dá é que ele parece estar pouco convicto do que diz, e ainda por cima, fazê-lo de forma que nem ele próprio entende o que está a dizer. as frases parecem ter uma letra qualquer no arranque, outra no fim, e uma data de grunhidos inconstantes, vocalizações guturais e descargas de cloaca pelo meio. um pouco como um arrôto verbalizado com espaços, poucas vírgulas e nenhuns "cês" de cedilha pelo meio. e uma pletora de sonorizações codificadas que só eles entendem.
portanto, este sentimento de baralhação, acaba por se estender a quem fala muito... e muito depressa. se houver muito "bruit de fond" a coisa então complica-se exponencialmente.
talvez por isso mesmo, me tenham pedido para "desacelerar as gravações em mp3, relativas aos diálogos exaltados dos participantes em reunões e assembleias públicas", pois, (e cito): falam tão depressa que não dá para entender...
pois... isso e nada como ter um polícia sinaleiro no meio desses "meetings" para dar "prioridade" a quem fala primeiro, e gerir o táfego oralizado como melhor lhe aprouver...